domingo, 27 de dezembro de 2015

O principio e o fim


Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o último.






       Todas as coisas neste mundo tem um princípio e um fim. O Rei Salomão mesmo disse que existe tempo para tudo: tempo de plantar e de colher, tempo de rir e de chorar. Este foi um ano em que muitas coisas aconteceram no nosso país e creio que em sua vida não foi diferente. Você pode ter tido vários motivos para se alegrar porém alguns para se entristecer. Tentamos o máximo possível mas, na realidade, não conseguimos controlar a vida e é isso mesmo que a torna interessante e apaixonante.
       É a inevitabilidade de alguns fatos que leva nossa vida para rumos diferentes. Pense nas promessas que você fez no começo do ano: Fazer um curso, comprar um carro, emagrecer ou fazer uma viagem. De maneira geral as coisas aconteceram como você esperou? Creio que algumas coisas não, mas não se desespere.

       Neste versículo de Apocalipse Jesus nos diz que ele é o "principio e o fim, o primeiro e o último". Sabe o que isso significa? Ele estava la quando tudo aconteceu! Ele estava la quando o universo foi criado, quando o povo hebreu passou pelo deserto no Egito, quando as muralhas de Jericó caíram. Jesus estava la quando Israel foi cativa pela Babilônia, quando a igreja foi perseguida na Idade das Trevas. 
Jesus estava la.

       E quer saber mais? Jesus estava la no dia 1 de Janeiro de 2015 quando fizemos todas as juras de um ano promissor, mas também estava la quando os nossos planos se frustraram por algum motivo que não conseguimos prever. Jesus estava la quando as lágrimas rolaram, quando nosso coração se despedaçou, quando nossos amigos nos abandonaram, quando a doença nos acometeu. Jesus estava lá.

       E sabe o que conforta nosso coração? Jesus estará la dia 31 de dezembro de 2015 quando o ano acabar. Quando novas promessas serão feitas, novos planos serão traçados. Não nos damos conta que ele estava la no princípio e estar lá no fim. Não se sinta solitário. Ele se lembra de tudo que aconteceu contigo. O ano começa trazendo consigo uma nova esperança, um renovo e um alento em nosso coração de termos uma nova oportunidade de concertar nossos erros, de repensar nossas atitudes, de amar mais, de julgar menos, de fazer mais amigos, de desfazer antigas inimizades.

       Que o ano de 2016 seja o melhor ano da sua vida. Que possamos nos entregar completamente a Deus e que ainda que as coisas novamente saiam dos nossos planos, possamos saber que seja no começo ou no fim.

Jesus sempre esteve lá. 
Ele sempre estará lá.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Porque não comemoro o Natal - Parte 2

Olá a todos! 


       Esta é a segunda parte da minha análise e observações sobre o Natal. A primeira parte você encontra aqui e é na verdade um Ctrl+C, Crtl+V de outro site. Não tem nada meu lá, mas concordo 100% com seu conteúdo. Tenho também este post sobre porque comemorar o feriado do Natal. Este porém é algo que Deus trouxe ao MEU coração e que gostaria de compartilhar. Se você não concorda, não se sinta enraivecido. Novamente, é algo que Deus trouxe ao MEU coração. Pode ser que um dia comunguemos desta mesma visão, pode ser que não. Se sim que bom, se não, sem problemas. Podemos ser amigos mesmo assim e tomar um frozen de paçoca na cafeteria da esquina.

       Vim de igreja tradicional. Pessoas gostam de tradições e gostar de tradições não é errado. Elas nos evitam criar algo que não dê certo e mantem os nossos pés no chão.
As tradições trazem ao presente reflexões do passado ou fatos que poderiam ser esquecidos. O Brasil particularmente não tem muito essa prática. Vejo mais como um costume dos países orientais criar festas para lembrar de algo. Uma grande conquista ou um grande livramento eram motivos para criar uma festa e lembrar as gerações posteriores como chegaram ali.
       Jesus mesmo comemorou todas as festas da tradição Judaica na Bíblia. Se você abrir os evangelhos e ler minuciosamente verá ele comemorando o Yom Kippur, Páscoa, Hanukkah entre outras.
       Porém algo que tem acontecido no mundo todo é a reflexão sobre o Natal, que é uma festa comemorada por muitos, até mesmo pelos não cristão.
       São usados muitos argumentos pessoais para defender o Natal, mas o nosso guia de conduta é a Bíblia. É nela que baseamos nossa vida espiritual, é nela que aprendemos sobre casamento, sobre comportamento, sobre criação de filhos, sobre finanças. Vou usar aqui alguns argumentos Bíblicos e outros lógicos. É claro que se você tem a pré-disposição a não aceitar algo, eu poderia ter todas as provas suficientes que você ainda acreditaria que a "terra é plana", por exemplo. Mas vamos lá.

       Vejo as pessoas defenderem o Natal dizendo que "o mundo precisa de uma data para comemorar a data no nascimento do nosso Senhor Jesus." Lindo isso! Porém como comemorar o nascimento de alguém que sempre existiu? Jesus estava la quando o firmamento foi feito. Jesus estava lá quando o limite dos mares foi estabelecido. Jesus estava lá quando Lúcifer se voltou contra seu Criador. Como comemorar o nascimento de alguém que sempre existiu?

Ele estava no princípio com Deus.

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez
João 1:2,3
       Você poderia me falar: "Ok, mas celebramos a encarnação do espírito em carne e isso é o nascimento." Meu amigo, Jesus é importante não pelo seu nascimento. Muitas pessoas boas nasceram, muitas pessoas tiveram uma vida exemplar e entregue, mas o que diferencia Jesus não é seu nascimento. O que consumou sua vida e sua vinda a nós foi SUA MORTE. Jesus na cruz disse "Está consumado". Foi com essa frase que ele finalizou sua participação no nosso plano físico que alterou o rumo do nosso plano espiritual. Se abrimos a Palavra no livro de 1 Corintios capítulo 11, veremos uma das duas ordenanças (eventos obrigatórios para todo o cristão) e SIM, existem somente duas ordenanças ao cristão: Uma simboliza a nossa morte e ressurreição com Cristo (batismo) enquanto a outra simboliza a morte e ressurreição de Cristo (Ceia do Senhor, que algumas igrejas chamam de Santa Ceia). E é nisso que é baseado o Evangelho: Morte e ressurreição. Morte do mundo, morte do eu, morte da condenação e ressurreição para a vida eterna. Neste texto de 1 Corintios Jesus diz que quando nos reuníssemos, que nos lembrássemos dele realizando a Ceia, com pão e vinho.

E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
1 Coríntios 11:24

       Jesus nunca disse que quando nos lembrássemos dele, que comemorássemos seu aniversário (mesmo porque isso não é costume na cultura judaica), mas que lembrássemos Dele por conta da sua morte. "Fazei isto em memória de mim."
       Existem aqueles que dizem que o Natal é uma hora em que aproveitamos para falar de Jesus para os outros. A pessoa não fala de Jesus para o colega de trabalho durante o ano todo e vai querer usar o pretexto do Natal para isso. Coitado se ela morrer em uma data longe do Natal então. Nunca poderá ouvir sobre Cristo... rs
       Fala de Jesus e lembrar de Jesus é muito mais do que uma comemoração. Lembrar de Jesus acontece quando alguém te volta o troco errado na padaria e você devolve; é quando você mesmo apressado espera o sinal vermelho no semáforo ficar verde para atravessar; é você cortar aquela colega de trabalho que fica te flertando, sendo você casado; é não sonegar impostos; lembrar de Jesus é ajudar os pobres e necessitados nos outros 364 dias do ano; lembrar de Jesus é colocar em prática Seus ensinamentos moldando nos nossos comportamentos.
       A realidade é que o Natal é uma tradição, não bíblica, mas é uma tradição. Não é pecado comemorar o Natal. Mas o Natal não tem nada de Jesus, sem entrar no mérito sobre a data aproximada do nascimento de Jesus, que creio que todo mundo ja sabe essa. O Natal é sim, e somente, é uma data para reunir a família, sentar, comer, dar risada e isso é extremamente válido. Leia meu outro post sobre o Natal.
       Porém muito mais importante do que a Ceia de Natal é a Ceia do Senhor. Vejo as pessoas planejando a ceia, encomendando o peru de natal com dias de antecedência, mas faltam nos cultos de Ceia, em que de fato lembramos de Jesus como ele nos pediu para lembrarmos.
       Há quem diz que o "Natal é uma época para dar presentes e deixarmos de ser egoístas". Mas a grande maioria não da presentes para os necessitados e crianças carentes; da para os filhos que ja tem Iphone 6.
       Na verdade precisamos de mais Cristo no nosso dia-a-dia e vejo isso cada vez menos nos lares dos que se dizem cristãos.

       Poderia prolongar mais este texto mas a intenção é somente dar uma visão geral do que creio. Não quero "convertê-lo". Quem faz isso é o Espírito Santo e Paulo diz para andarmos de acordo com o que nos foi revelado, mas de maneira geral pense nisso tudo. Reflita não sobre o Natal, mas sobre o seu comportamento pessoal no restante do ano.

Um abraço a todos! 
Que a graça e a paz do Cristo seja abundante em nossas vidas!
Shalom! 
     

domingo, 28 de junho de 2015

Bengalas espirituais

Vivo constantemente reavaliando meus comportamentos, refletindo se de fato estou certo e se realmente estou tomando as decisões certas. Faz parte daquele que deseja crescer em qualquer área fazer uma auto crítica.
Conta a fábula do Pinóquio que o boneco de madeira não sabia diferenciar que era certo e errado e por isso ele fez amizade com um grilo que indicava quais as melhores decisões a tomar. Nesses anos de ministério (não que eu seja tão velho assim... rs) tenho visto que algo que nos acompanha em todas as decisões que vamos tomar, sejamos novos ou velhos no evangelho que é algo que muitos chamam de Bengala Espiritual.
A bengala serve para dar apoio a uma pessoa com problemas em uma das pernas. As bengalas espirituais não são muito diferentes, mas ao invés de serem usadas para uma deficiência, a bengala espiritual serve para nos apoiar em alguma ação que queremos.
Me diga você meu irmão ou irmã: Você já esteve para praticar alguma coisa e procurou argumentos que te justificassem em suas ações? Você usou uma bengala espiritual. Mesmo sabendo que alguma coisa era errada, você tentou criar argumentos que justificasse suas ações? Você usou uma bengala espiritual.
Todos os dias criamos para nós bengalas espirituais mentais quando pensamos: Não tem nada a ver fazer isso. Nós tentamos criar algum argumento que não nos faça pesar a consciência e assim praticar o que quisermos sem problemas.
Geralmente fazemos isso quando justificamos nosso erro baseado no erro de outro.
Eu faço isso porque ele fez aquilo comigo! – você poderia pensar.
No cristianismo não existe algo como “ação e reação” quando tratamos de pecado. Você não esta liberado para errar porque alguém errou com você. Você não pode trair porque te traíram. Você não pode mentir porque mentiram para você. Se assim fazemos, criamos bengalas espirituais; apetrechos que apoiam nossos erros. Criamos argumentos e muitas vezes até doutrinas que nos ratificam em nossas decisões.
O apostolo Paulo até advertiu Timóteo (2 Tm. 3) que muitos fariam isso quando criariam para si doutrinas que justificassem suas ações e enganassem a todos, inclusive muitos dos eleitos.
Gostaria que pudéssemos refletir hoje: temos criado para nós apoios em nossas ações?
                Na fábula do Pinóquio, o seu amigo grilo foi deixado de lado quando aquele decidiu não mais seguir seus conselhos e no fim acabou em apuros quando foi pego por homens e vendido ao dono de um teatro de marionetes.
O que nos avaliza, que nos direciona e nos orienta é somente a palavra de Deus através da ação conjunta do Espírito Santo. Talvez você tem vivido pecando pois tem pensado que não tem nada a ver o que você tem feito. Liberte-se desse pensamento pecaminoso hoje mesmo! Você não precisa de bengalas espirituais quando temos a companhia de Cristo conosco!
Reflita sobre isso e seja abençoado!

Um abraço e boa semana!



sábado, 20 de junho de 2015

Nada além do sangue



O ser humano vive procurando meios para simplificar as situações em nossa vida. Veja, por exemplo, os avanços tecnológicos e científicos. Cada dia aparece uma maneira milagrosa para emagrecer ou uma técnica diferente para obter os desejados músculos aos que buscam o corpo perfeito.
Somos socialmente condicionados a buscar maneiras mais fáceis para resolver nossos problemas. Não que isso seja errado, porque de fato não é. O que, como cristãos, acabamos fazendo é tentar trazer isso para a realidade espiritual.
Você não precisa ir longe para perceber isso. Sentado no seu sofá você consegue ver o que os canais e programas evangélicos te oferecem. Praticidade, comodidade, uma falsa ideia de comunhão. Acabamos muitas vezes substituindo a prática de ir ao culto, ver nossos irmãos, louvar os louvores em uma só voz, ouvir a meditação da palavra e a presença de Deus se manifestando nos corações. Substituímos isso pelos benefícios que a TV nos oferece. Você pode visitar a igreja estando em casa, pode participar da ceia estando em casa, pode estar em comunhão com os irmãos estando em casa. A tecnologia causa o afastamento das pessoas próximas a nós, que são as que de fato teremos um relacionamento.
O pior não é o esvaziamento das igrejas, mas sim dos corações. Acabamos substituindo a presença de Deus e o seu sacrifício por muitas outras coisas, das quais muitas Ele mesmo pode oferecer. Em diversas situações em que a Bíblia relata sobre a peregrinação de Cristo por Israel, vemos que grande parte da multidão o seguia não pelas suas palavras ou ensinamentos. Muitos o seguiam pelos milagres, pelos sinais, pelas multiplicações e pelas curas, porém quando indagado por Jesus se Pedro e os outros discípulos o deixariam quando não estivesse realizando aquelas coisas eles o disseram: “Para onde iremos se só Tú tens palavras de vida eterna?”.
O que deveria ficar claro a nós é que Cristo cura, transforma, abençoa e seu poder ainda opera em nós como desde o começo, porém a obra de Cristo só é plena, pois ele trouxe a nós o maior dos milagres: a redenção. Cristo não morreu por nós para nos curar, mas para nos redimir; ele não morreu por nós para nos dar um carro do ano ou a maior casa da cidade, mas para nos redimir.
Meu irmão (ou irmã) não há nada mais precioso que o Sangue de Cristo que nos lava de todos os pecados e nos reconcilia com Deus! Não busque a Deus pelo que ele pode lhe dar, mas porque Ele se doou por você. Não busque a Deus pelo que Suas mãos pode te oferecer, mas pelas marcas dos cravos em Suas mãos.
Ouvi um testemunho de um pastor que disse que orou pela sua mãe que esta enferma em um leito durante anos. Ele sempre que ia conversar com sua mãe falava: “Mãe, Deus vai te curar!”. Certo dia, sabendo que sua mãe estava próxima de se encontrar com Cristo, o filho foi visita-la e com lágrimas de alegria encontrou sua mãe com uma feição de paz a mãe lhe disse:
“Filho, estou em paz. Orei para que Deus me curasse, mas Ele não curou. Creio que ele somente quer que eu o veja logo e que enfim possamos conversar pessoalmente. Não ore mais para que Deus faça um milagre em minha saúde, pois o maior dos milagres ele já fez por mim: Ele morreu por mim e lavou os meus pecados. Entenda que ainda que as coisas não saiam da maneira que queremos, eu me alegrarei no Senhor e exultarei ao Deus da minha salvação, pois o Senhor Deus é a minha força e fará os meus pés como das cervas, e me fará andar sobre as alturas.”
                E assim, depois de ter recitado um trecho do livro de Habacuque, aquela mãe expirou e finalmente encontrou-se com Cristo.
O que temos de mais precioso nesta terra é o Sangue de Cristo. Nada além do sangue de Cristo.
Que Deus abençoe sua vida


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Porque não comemoro o Natal

Vi essa postagem super interessante e ilustrativa sobre o Natal, e gostaria de reposta-la aqui no blog. Escrevi um outro post sobre o porque comemorar o feriado do Natal.


Shlomo ben Yisra’el
(fontes no final do texto)
Todo ano é a mesma coisa, casas enfeitadas com luzes e árvores de natal, ruas, prédios, comércios e igrejas decoradas, muitas bolas coloridas, velas, guirlandas e outros tantos artigos decorativos. E é inevitável a pergunta em algum momento: Onde você vai comemorar o natal?
Minha resposta geralmente gera desconforto nas pessoas, quando falo que não comemoro o natal. Quando questionado sobre os motivos, nunca tenho tempo para dar uma resposta realmente satisfatória. Por isso, neste ano, ao invés de simplesmente publicar algum artigo anti-natalino ou simplesmente ignorar a intenção de qualquer explicação mais detalhada, resolvi escrever um texto com os meus motivos particulares para não comemorar esta data.
Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que respeito quem acredita nesta história de espírito de natal e tudo mais. A idéia não é forçar ninguém a pensar como eu, mas que pelo menos minhas palavras possam fazer cada um refletir qual o real e verdadeiro sentido do natal, ao invés de simplesmente seguir o que a maioria faz e fala. Nem sempre a maioria está certa.
Natal, uma festa cristã?
Todos dizem que o natal é uma festa cristã que comemora o nascimento de Jesus. Bom, partindo do pressuposto que isso é verdade, então o que o papai Noel tem a ver com o natal?
Não é difícil perceber que, ao contrário do que dizem, o personagem principal desta festa não é Jesus, mas sim o papai Noel e, conseqüentemente, o comércio realizado em seu nome. Papai Noel tomou então o lugar que dizem ser de Jesus, sendo adorado pelas crianças do mundo todo. Ao invés de aprender a confiar no Eterno, a orar e adorar ao Elohim vivo, as crianças aprender a crer num engano, numa mentira, esperando e confiando que um mito os “abençoará” com presentes. Ao invés de aprender que devem ter uma vida santa e integra por amor ao Eterno, aprendem que devem se comportar, pois do contrário não receberão a visita do papai Noel na noite de 25 de dezembro. Pergunto, quem é, afinal de contas, o deus desta festa? Onde entra Jesus nisso tudo? Não seria apenas uma tentativa de desculpa, uma forma de mascarar uma festa anti-bíblica, não ordenada pelo Eterno, cuja justificativa é infundada e mentirosa?
E pra pior ainda mais, os pais, aqueles que deveriam ensinar a verdade, dar exemplo de retidão, e que muitas vezes durante o ano condenam a mentira, são os que mais incentivam e mentem para seus filhos a respeito do natal e do tal papai Noel.
“Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Provérbios 26:18,19)
“Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?” (Salmos 4:2)
O significado “cristão” do natal se tornou tão confuso e desfigurado, que hoje, até mesmo outras religiões o comemoram. Afinal de contas, qual então é o espírito do natal? A mentira, conforme citado acima. Ou a falsidade, daqueles que odeiam o ano todo, mas no fim do ano pregam amor, paz e bondade, pra assim que virar o ano, voltar a sua vida de ódio e rancor. E quanto ao nascimento do Messias? Teria ele realmente nascido em 25 de dezembro? E se o natal é realmente uma festa cristã, como era celebrado por pagãos, anos antes da vinda do Messias? E porque os primeiros discípulos não começaram a celebrar o natal do Senhor no primeiro século, tendo esta festa entrado para o calendário cristão centenas de anos depois do advento do Messias? Você sabia de tudo isso? Será que você realmente sabe o que é o natal?
O nome do Messias, uma pequena observação
Antes de continuar, gostaria de fazer uma observação. Daqui em diante, vou me referir ao Messias, Jesus, pelo seu nome original hebraico, ou seja, Yeshua. Para quem não sabe, este é o verdadeiro nome do Messias, que é a forma masculina de yeshuá, que significa “salvação”. Tendo em mente seu nome original e seu significado fica claro o jogo de palavras em Mateus 1:21: Ela dará à luz um filho, e ela o chamará Yeshua (Salvação); porque ele salvará o seu povo de todos os seus pecados.
Jesus é a tradução para o português de seu nome original, e sabemos que não é legal traduzir os nomes das pessoas, ainda mais quando há atrelado ao nome um significado tão maravilhoso. Não seria estranho chamar Michael Jackson de Miguel filho do Diego? Porque então traduzir o nome do salvador?
Quando nasceu o Messias?

Beit Lechem (Belém) estava “abarrotada”, o que não aconteceria apenas por causa de um censo que podia ser realizado durante todo o ano.
Será possível identificar quando o Messias Yeshua nasceu, ou pelo menos estimar aproximadamente o mês do seu nascimento?
Quando lemos os primeiros capítulos de Lucas na Bíblia, podemos identificar alguns pontos que podem nos ajudar a esclarecer esta questão.
Lucas 2:8 diz que havia pastores guardando seus rebanhos, o que não poderia ser feito no inverno.
Lucas 1:5 diz que Zekhariah (Zacarias), pai de Yochanan (João) era sacerdote da turma de Abiyah.
Os sacerdotes chegaram a ser tão numeroso que nem todos podiam servir no Beit HaMikdash (Templo) todo o tempo. Sendo assim, foram divididos em 24 turmas, conforme I Crônicas 24. Cada turma servia por duas semanas cada ano, uma vez na chuva temporã (primeira parte do ano) e uma na chuva tardia (segunda parte do ano). Nas três festas de peregrinação, conforme Deuteronômio 16:16, todos os sacerdotes serviam.
Podemos ver em I Crônicas 24:10 que a turma de Abiyah era a oitava turma, que servia na décima semana do ano, já que durante o Pessach e Shavuot todos os sacerdotes serviam juntos.
Então sabemos que Zekhariah teve sua visão enquanto servia na turma de Abiyah na décima semana do ano, que começa no mês de Nissan/Abib, 14 dias antes do Pessach. De acordo com as leis de pureza da Torah (Levítico 12:5, 15:19 e 25) ele teria que ter esperado duas semanas para conceber Yochanan, o que ocorreu então na 12º semana do ano. Yochanan então nasceu na 52º semana do ano (12+40), o que nos leva ao Pessach, ou seja, podemos concluir que Yochanan nasceu na época de Pessach.
Se Yeshua foi concebido seis meses depois da concepção de Yochanan, isso significa que foi concebido na 37º semana do ano, por volta da época da festa de Chanuka, o que tem um significado profético, pois a Luz do mundo foi concebida então durante a festa das Luzes. Tendo Yeshua nascido 40 semanas mais tarde, ou seja, a 25º semana do ano seguinte, podemos concluir que ele nasceu então na época das festas de outono.
Se continuarmos a seguir as dicas que a própria Bíblia nos dá, chegaremos a conclusão de que Yeshua nasceu em Sukot.
Beit Lechem (Belém) estava “abarrotada”, o que não aconteceria apenas por causa de um censo que podia ser realizado durante todo o ano. Todo israelita peregrinava para Jerusalém para celebrar Sukot (Deuteronômio 16:16). Por este motivo Jerusalém estaria lotada, assim como Beit Lechem, cidade que fica apenas a cinco milhas de distância.
Todos sabem que Lucas 2:12 diz que Yeshua nasceu numa manjedoura. O que poucos sabem é que a palavra hebraica usada neste caso é sukah, que seria mais bem traduzida como cabana/tenda. A sukah é parte dos mandamentos cumpridos durante a festa de sukot, logo, é provável que Yeshua tenha nascido numa sukah. Haveria aqui mais um significado profético muito forte, pois sabemos que Yeshua é o Eterno tabernaculando conosco.
Matitiyahu/Mateus 2:7-8,16 diz que Herodes mandou matar todos os bebes de dois anos para baixo, pois não sabia exatamente a quanto tempo tinha nascido o Messias. Os pais de Yeshua fugiram para o Egito até que ouviram que Herodes tinha morrido, quando regressaram então para Beit Lechem a tempo de realizar a purificação de Mirian (Maria) e a apresentação de Yeshua, 40 dias depois de seu nascimento, conforme ordena a Torah.
“Terminados os dias da purificação, segundo a Torah de Moshe, levaram−no a Yerushalayim, para apresenta−lo a ADONAI” (Lucas 2:22)
Sabe-se que Herodes morreu em Setembro do ano 4 A.E.C, e se isso ocorreu durante estes 40 dias entre o nascimento de Yeshua e sua apresentação, podemos concluir então que Yeshua nasceu durante a festa de Sukot, em outono, do ano 4 A.E.C, que equivaleria no calendário gregoriano a setembro/outubro.
Mas afinal de contas, quem nasceu em 25 de dezembro?
Uma das poucas verdades sobre o natal é o significado de seu nome. Natal

O natal, quando era celebrado apenas pelos pagãos, era conhecido como Natalis Invicti Solis, ou seja, o dia do nascimento do sol invicto.
realmente significa “dia do nascimento”, “aniversário”. Porém, como já vimos, Yeshua não nasceu em 25 de dezembro. Porque então escolher esta data? E se o natal já era comemorado mesmo antes de Yeshua, o nascimento de quem é comemorado?
O natal, quando era celebrado apenas pelos pagãos, era conhecido como Natalis Invicti Solis,ou seja, o dia do nascimento do sol invicto. Mas quem é este sol invicto?
Você já ouviu falar em Ninrode? Ele é citado na Bíblia em Bereshit/Gênesis 10:8-10:
Cush foi o pai de Nimrod, que foi o primeiro a acumular poder no mundo. Ele foi um poderoso caçador diante do Eterno. Daí o dito: “Como Nimrod, um poderoso caçador diante do Eterno!” O início do seu reino foi Babilônia, junto com Erech, Acad e Calné, na terra de Shinar.
Ninrode foi fundador da Babilônia e também quem idealizou e comandou a construção da torre que ficou conhecida como torre de bavel. Ninrode se rebelou contra Elohim, dando inicio a grande apostasia. Quando se diz que Ninrode foi um poderoso caçador diante do Eterno, quer dizer que Ninrode caçava pessoas para desviá-las dos caminhos de Elohim.
Assim diz Flavio Josefo sobre Ninrode: “Pouco a pouco, (Ninrode) transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Elohim era fazê-los continuamente dependentes dos seus próprios poderes. Ele ameaçou vingar-se de Elohim, caso Este quisesse novamente inundar a terra. Vingança esta, em que construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingido pela água, conseguindo, também, vingar-se da destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho (de Ninrode), pois achavam que submeter-se a Elohim fosse escravidão. Assim, empreenderam-se em construir a torre, e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas.” (Antiguidades Judaicas).
Seus atos eram tão abomináveis, que se casou com a própria mãe, cujo nome era Semíramis. E foi justamente sua mãe-esposa que conduziu o inicio da propagação de doutrinas malignas que estão bem vivas e presentes ainda hoje em boa parte dos sistemas religiosos. Após a morte de Ninrode, Semíramis começou a pregar que tinha tido uma concepção milagrosa, dando a luz a um filho, a quem chamou de Tammuz, que ela dizia ser a reencarnação de Ninrode.

Todo ano, no dia do seu aniversário de nascimento, ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Este dia de seu aniversário equivaleria ao dia 25 de dezembro no calendário gregoriano.
Consta ainda, em alguns relatos de sua vida, que depois da morte de Ninrode, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência dele como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. Todo ano, no dia do seu aniversário de nascimento, ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Este dia de seu aniversário equivaleria ao dia 25 de dezembro no calendário gregoriano.
Moedas antigas já foram encontradas mostrando um toco de árvore e uma pequena árvore crescendo próxima, representando a morte de Nimrod e seu renascimento como Tammuz. Os Egípcios usavam uma palmeira, enquanto os Romanos um pinheiro.
Esta tradição de cultuar a árvore de Ninrode, colocando sob ela presentes no chamado natal de Ninrode, foi mantida de geração em geração, sendo adaptada e recebendo outros significados, porém a origem permanece a mesma até os dias de hoje.
Mas o Eterno ordenou claramente que seu povo não devia segui o caminho das nações, utilizando-se de seus costumes de adoração pagãs:
“Assim diz o Eterno: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.” (Jeremias 10:2-4)
Conforme os relatos foram tomando força, Semíramis foi ganhando status de

Semiramis declarou que Tammuz era a reencarnação de Nimrod e que ali estava o Salvador. Porém, logo se estabeleceu um culto à rainha, ela era a Mãe de deus.
uma deusa, o que a levou a ser chamada de “Rainha dos Céus” dos babilônicos, deusa que com o tempo passou a ser adorada por milhares de culturas. Ela já foi chamada Isis, no Egito, Osíris, na Ásia, Cibele e Deois, na Roma antiga, Fortuna e Júpiter, na Grécia, e até mesmo na China, Japão e Tibet encontrou-se equivalentes à Madonna (minha dona ou minha senhora). Ainda hoje ela é adorada por muita gente utilizando-se de outros nomes.
Seu filho, Ninrode, passou a ser conhecido como o Divino Filho do Céu, uma espécie de messias, filho do deus-sol, sendo ele mesmo cultuado como deus, inclusive como o próprio deus-sol. É nesta adoração a Ninrode como deus-sol que está a origem do natalis invicti Solis.
E como (e quando) uma festa pagã passou a ser celebrada pelos cristãos?
Por volta do ano 336 E.C. o Imperador Constantino celebrou o primeiro natal pagão, debaixo de imposição e opressão. Houve muita resistência na época, e os que não se submeteram a esta aberração morreram, por não aceitar o paganismo. E assim a assimilação da festa pagã continuava, enquanto aqueles que não aceitavam morriam ao fio da espada ou enforcados. O argumento de Roma era que eles não eram cristãos, lembrando que nesta época os que se recusavam a professar a fé cristã ou morriam ou sofriam duras penas. Desta forma Constantino impôs o seu cristianismo, uma fé distorcida e cheia de misturas pagãs, já muito distantes da verdadeira fé pregada pelos primeiros seguidores de Yeshua.
No ano 354 E.C. o papa Libério e o imperador de Roma nesta época, Justiniano, ordenou que os cristãos deveriam celebrar o nascimento do Messias no dia 25 de dezembro. A data foi escolhida de forma a agradar tanto os romanos, que já celebravam neste dia o dia de Saturno, conhecido como Saturnália, como os pagãos, que forçadamente se convertiam ao cristianismo, já que neste dia celebravam o Natalis Invicti Solis.
Mas porque instituir uma festa pagã como cristã? O Eterno já não ordenou quais festas seu povo deveria celebrar? Já não nos deu os shabatot (sábados) e as luas novas? Mas o objetivo dos lideres cristãos desta época era justamente cortar qualquer elo com o judaísmo, seus símbolos, crenças e festas.
No ano 230 E.C., Tertuliano, um dos lideres da igreja cristã na época, escreveu:
“Por nós (povos cristãos) que somos estrangeiros aos Shabatot judaiscos, e luas novas, e festivais, uma vez aceitos por Deus, a Saturnália, a festa de Janeiro, a Brumália, e a Matronália estão sendo freqüentados, com presentes sendo dados e recebidos.”
Cabe lembrar que esta separação do judaísmo é totalmente infundada, já que o próprio Yeshua era judeu, seus discípulos e emissários eram judeus, todos eles viviam, comiam, rezavam como judeus e a única escritura existente na época eram o chamado Tanach judaico. Era esta escritura que era lida e ensinada pelo Messias e seus emissários.
“Toda a Escritura é inspirada por Elohim, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (Timoteus Beit/2 Timóteo 3:16)
“Yeshua, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo asEscrituras, nem o poder de Elohim.” (Matitiyahu /Mateus 22 : 29)
“Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim para abolir, mas para torná-los plenos. Amen! Por que vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar uma destas mitsvot [mandamentos], por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, quem as cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” (Matitiyahu/Mateus 5:1719)
“E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24:32)
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;” (Yochanan/João 5:39)
“Que vantagem, pois, tem o yehudi? ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiadas as Palavras de Elohim.” (Romanos 3:1-2)
Yeshua e seus emissários:
  • Celebravam e guardavam os shabatot;
“Chegando a Natzeret, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de Shabbat, segundo o seu costume, e levantou−se para ler.” (Lucas 4:16)
“Então desceu a K’far Nachum, cidade de Galil, e os ensinava no Shabbat.” (Lucas 4:31)
“Ainda em outro Shabbat entrou na sinagoga, e pôs−se a ensinar.” (Lucas 6:6ª)
  • Freqüentavam as sinagogas;
“Então voltou Yeshua para Galil no poder da Ruach; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. Ensinava nas sinagogas deles, e por todos era louvado.” (Lucas 4:14-15)
  • Celebravam as festas bíblicas.
“Celebrava−se então em Yerushalayim a festa de Chanukah. E era inverno. Andava Yeshua passeando no Beit HaMikdash, no pórtico de Shlomo.” (Yochanan/João 10:22-23)
“Ora, no primeiro dia de matzah, vieram os talmidim a Yeshua, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres o Seder de Pessach? Respondeu ele: Ide à cidade a um certo homem, e dizei−lhe: O Rabi diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei o Pessach com os meus talmidim”. (Matitiyahu/Mateus 26:17-18)
  • Mesmo depois da ascensão de Yeshua, os emissários e discípulos do primeiro século continuavam freqüentando as sinagogas, celebrando os Shabatot e as festas.
“E, despedida a sinagoga, muitos yehudim e prosélitos devotos seguiram a Sha’ul e Bar Nabba, os quais, falando−lhes, os exortavam a perseverarem na graça de Elohim. No Shabbat seguinte reuniu−se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Elohim.” (Atos 13:43-44)
“No Shabbat saímos portas afora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas.” (Atos 16:13)
“Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos yehudim. E Sha’ul, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três shabatot discutiu com eles as Escrituras.” (Atos 17:2)
“E eles chegaram a Éfeso, onde Sha’ul os deixou; e tendo entrado na sinagoga, discutia com os yehudim. Estes rogavam que ficasse por mais algum tempo, mas ele não anuiu, antes se despediu deles, dizendo: Se Elohim quiser, de novo voltarei a vós; e navegou de Éfeso.” (Atos 18:19-21)
“Porque Sha’ul havia determinado passar ao largo de Éfeso, para não se demorar na Ásia; pois se apressava para estar em Yerushalayim no dia de Shavu’ot, se lhe fosse possível.” (Atos 20:16)
  • Continuavam a praticar a circuncisão e votos bíblicos.
“Sha’ul quis que este fosse com ele e, tomando−o, o circuncidou por causa dos yehudim que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era arameu.” (Atos 16:3)
“Sha’ul, tendo ficado ali ainda muitos dias, despediu−se dos irmãos e navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áqüila, havendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto.” (Atos 18:18)
“Faze, pois, o que te vamos dizer: Temos quatro homens que fizeram voto; toma estes contigo, e santifica−te com eles, e faze por eles as despesas para que rapem a cabeça; e saberão todos que é falso aquilo de que têm sido informados a teu respeito, mas que também tu mesmo andas corretamente, guardando a Torah”. (Atos 21:23-24
  • Sha’ul, conhecido como Paulo, tido como um dos pais da igreja e da fé cristã, afirmou claramente e com todas as letras que era judeu, que continuava judeu e que nunca deixou de cumprir os mandamentos da Torah e nem mesmo as tradições judaicas.
“Sabendo Sha’ul que uma parte era de Tz’dukim e outra de P’rushim, clamou no Sanhedrin: Varões irmãos, eu sou Parush, filho de P’rushim; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado.” (Atos 23:6)
“Sha’ul, porém, respondeu em sua defesa: Nem contra a Torah dos yehudim, nem contra o Beit HaMikdash, nem contra César, tenho pecado em coisa alguma”. (Atos 25:8)
“Passados três dias, ele convocou os principais dentre os yehudim; e reunidos eles, disse−lhes: Varões irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo, ou contra os ritos paternos, vim contudo preso desde Yerushalayim, entregue nas mãos dos romanos”. (Atos 28:17)
Se Yeshua, seus discípulos e todos os primeiros emissários mantiveram todo o cumprimento dos mandamentos bíblicos, conforme o Eterno revelou em sua Torah, estudando o Tanach, as chamadas escrituras judaicas, freqüentando as sinagogas e até mesmo mantendo as praticas judaicas, porque é que centenas de anos depois alguns lideres, com uma visão distorcida da fé, se acham no direito de mudar tudo o que até então eram os verdadeiros ensinamentos dos primeiros seguidores do Messias e até mesmo do próprio Yeshua? E pior, mesmo com a reforma protestante pouca coisa mudou, pois apesar dos protestantes condenarem o chamado cristianismo católico, continuaram seguindo suas determinações, trocando o Shabat bíblico pelo domingo, deixando de lado as festas bíblicas e celebrando festas pagãs como o natal.
O papa Gregório escreveu o seguinte a Agostinho, o primeiro missionário às Ilhas Britânicas (597 EC): “Não destrua os templos dos deuses ingleses; mude-os para igrejas cristãs. Não proíba costumes “inofensivos” que têm sido associados a outras religiões; consagre-os ao uso cristão”.
Porém o Eterno é Elohim santo, puro e justo, que não divide sua glória com deuses pagãos, nem quer que seu culto seja misturado a elementos pagãos.
“Ouvi a palavra que YHWH vos fala a vós, ó casa de Israel. Assim diz YHWH: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vãos…” (Yirmiyahu/Jeremias 10:13a)
“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre o Mashiach e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Elohim com demônios? Pois nós somos santuário de Elohim vivo, como Elohim disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Elohim e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai−vos, diz ADONAI; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o El Shaddai.” (II Coríntios 6:14-18)
As Enciclopédias, de um modo geral, contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”. Por exemplo:
a) Enciclopédia Católica, edição inglesa de l911; “A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja… os primeiros indícios dela são provenientes do Egito…
Na mesma enciclopédia encontramos que Origines, um dos pais da igreja cristã, reconheceu a seguinte verdade: “ …não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do natalício. Somente os pecadores ( como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo”.
b) A Enciclopédia Barsa diz: “A data real deste acontecimento [do nascimento de Jesus] . . . não foi ainda satisfatoriamente reconhecida. . . . O dia 25 de dezembro aparece pela primeira vez no calendário de Philocalus (354). No ano 245, o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Cristo ‘como se fosse ele um faraó’.” — (São Paulo, 1968), Vol. 9, p. 437.
c) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; “O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja… Não foi instituída pelo Messias e nem pelos apóstolos”.
d) Enciclopédia Americana, edição 1944; “O Natal de acordo com muitas autoridades da história eclesiástica, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja. O costume dos Nazarenos não era celebrar o nascimento do Messias, e sim a sua morte.
e) A Enciclopédia Barsa nos informa: “A data atual [25 de dezembro] foi fixada . . . a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica . . . que celebrava o natalis invicti Solis (“Nascimento do Vitorioso Sol”) e várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como a Saturnalia em Roma e os cultos solares. . . . A idéia central das missas de Natal revelam claramente esta origem: as noites eram mais longas e frias, pelo que, em todos estes ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz. A liturgia natalina retoma esta idéia.” — (São Paulo, 1968), Vol. 9, pp. 437, 438).
Conclusão
Por todos os motivos citados acima e eu decidi me abster da comemoração do natal, pois vai contra minha fé e contra as ordenanças do meu Elohim. Mas ai alguém pode chegar e dizer: “Ah, tudo bem que o natal tenha sido uma festa pagã ao tal do deus-sol, mas hoje não é mais, pois hoje não usamos mais o natal para honrar um falso deus, mas sim para honrar a Cristo”.
Deixo que o próprio Eterno responda a essas pessoas:
“E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles”. (Vayikra (Levítico) 20: 23)
“Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao SENHOR teu Elohim; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”. (Devarim (Deuteronômio) 12:30-32)
“E proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a Torah”. (Daniel 7:25)
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai−vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Elohim.” (Ruhomayah/Romanos 12:2)
“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre o Mashiach e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Elohim com demônios? Pois nós somos santuário de Elohim vivo, como Elohim disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Elohim e eles serão o meu povo.” (Curintayah Beit / II Coríntios 6:14-16)
“E não vos associeis às obras infrutíferas das trevas, ao invés disto, condenai-as”.(Efessayah / Efésios 5:11)
Baseado nas seguintes fontes:
A verdade a respeito do natal – Por Francisco Leonardo Cardoso –http://netivyah.org.br/index.php?cod_secao=estudo_21
A verdade sobre o natal – Por Ya’akov Ben Yisrael –http://www.adventistas.com/dezembro2008/verdade_suposto_natal.htm
O que é o natal – Por Ed Stevens; editado pelo Dr. James Trimm; traduzido e adaptado por Sha’ul Bentsion – http://www.torahviva.org/index.php?action=artigos&schema=judaismonazareno
Natalis Solis Invictus e Outras Celebrações Natalícias –http://gladio.blogspot.com/2008/12/natalis-solis-invictus-e-outras.html

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Jonny Lang - Fight For My Soul (2013)

Foi pra mim uma grande surpresa quando descobri Jonny Lang. Uma voz potente (lembra muito os velhos cantores de blues e rock-blues dos anos 80), riffs na pegada, músicas com letras fortes e tudo isso com muito pouca idade. Nascido em 1981 em Fargo, Dakota do Norte nos EUA o cara desde cedo despertou a atenção como um prodígio da música.
Ele ja gravou com grandes nomes da música mundial e fez turne com caras tipo Aeroesmith, BB King, Sting e Rolling Stones. Nada mal.
E apesar disso tudo nunca deixou a música cristã de lado, basta pesquisar suas letras.
Em 2005 gravou junto com Joss Stone uma faixa sensacional de uma música do U2, chamada  "When Love comes to town" com um rearanjo muito bom de Herbie Hancock.
Tenho certeza que gostarão.



Segue abaixo uma musica dele e mais abaixo o último album para down. 



Para baixar o album, clique aqui!

...paz, música e Jesus...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Tema

Gente, ai vai um teminha gravado ontem (15.04.12) no estúdio.
Dê uma sugestão de um nome para esse tema!
Abraços!